Archive for Março, 2008

Eleita a 1ª Miss Penitenciária do DF

O projeto que já acontece em SP alcançou seus objetivos em Brasília

Organizado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania o concurso teve como principal objetivo aumentar a auto-estima das detentas e fazer com que tenham uma melhor reintegração à sociedade, como afirma a primeira dama, Flávia Peres, “O governo quer retomar a sensação de auto-estima delas. Quanto mais elas se sentem valorizadas, menor é a criminalidade”.

A final do concurso aconteceu no dia 27 de fevereiro. Foram 120 inscrições das 402 internas do Presídio Feminino do DF. As 12 finalistas, que se apresentaram em trajes de passeio, gala e banho, foram treinadas pela miss Águas Claras, Ludmila Bastos. Para noite de gala, elas receberam roupas emprestadas por uma loja de grife feminina e a equipe de um famoso cabeleireiro da cidade preparou o cabelo e a maquiagem das internas.

Toda a rotina do presídio foi alterada, não só das participantes, mas também das demais internas, que para poder assistir o participar da festa tiveram que se comportar.

Nesta primeira edição do concurso Miss Penitenciária DF, Lucimara dos Santos foi eleita a mais bela entre as detentas “Depois de muito tempo aqui dentro achamos que a beleza acabou. Com o concurso dá para mostrar que ainda somos bonitas” declarou. Lucimara que ganhou como premiação R$ 1mil e um curso profissionalizante.

Houve também uma premiação para melhor redação. A vencedora desta categoria foi Elenai Machado Nascimento, que emocionada, não conseguiu terminar a leitura do texto que lhe deu o prêmio: “Quero ser orgulho e não decepção”.

Add comment Março 28, 2008

O segredo milenar

O Tsuru para os japoneses é uma ave sagrada. Diz a lenda que quando alguém consegue fazer destas aves usando o origami, a arte oriental de dobrar papéis, um desejo é realizado. André Ricardo, 36 anos, com certeza fez muito mais do que 2 mil Tsurus. Para alguns, o início desta história é um início comum, mas André é deficiente visual e se encantou com a arte de conseguir dar novas formas ao papel por meio das dobraduras.

André é morador de Taguatinga, perdeu a visão por conseqüência da diabetes que descobriu ter aos 13 anos: “Eu era diabético e poucas pessoas conhecem que a diabetes tem cura. Eu era diabético e ia ficar totalmente cego inclusive”. Hoje ele tem algo em torno de 10% a 20% de visão periférica, enxerga pouco, só que reconhece vultos.

Sua vontade de aprender origami surgiu quando estava passeando no shopping e visitou uma loja que vendia as dobraduras. A realização do sonho de aprender origami foi realizada há um ano e sete meses atrás, quando estava internado se recuperando da cirurgia que fez de transplante de rim e pâncreas. “Eu sou louco né? Como uma pessoa com 10% de visão ia aprender origami? D. Helena (a pessoa que o ensinou) achou que eu não ia conseguir não. Ela dobrou o primeiro e eu ia passando a mão e um seguindo. Eu já tinha memorizado as dobras. Aí ela viu que eu tinha condições de aprender e cada dia mais ela trazia o origami e cada vez aprendia mais.(…) Hoje me sinto voltando no tempo porque hoje aprendo o que devia ter aprendido antes”.

André conta que consegue fazer peças menores que o caroço de um feijão, o segredo para romper as barreira e ser um exemplo de superação é bem simples: ele apenas memoriza as dobras.

Add comment Março 28, 2008

A creche da FALE foi desativada por correr risco de desabar

A FALE (Fraternidade Assistencial Lucas Evangelista), que voluntariamente abriga portadores do vírus HIV desde 1990, teve que desativar sua creche, pois, a qualquer momento ela pode vir ao chão.

A creche foi projetada para proporcionar o melhor atendimento às crianças assistidas pela instituição. Tem espaço para biblioteca, consultório dentário, cozinha e dormitórios. Mas por ser construída muito próxima a um desnível do terreno está com sua estrutura abalada, a recuperação está orçada em R$42 mil. “A creche não pode ficar parada não pode ficar fechada, pais e mães ficam internados durante dias meses ou semanas então as crianças ficam sob a tutela de um casal responsável enquanto seus pais estão em tratamento”, desabafa Orlando da Silva Santos, atual coordenador da FALE.

Orlando diz que “A medida que as pessoas vêm procurar tratamento e acabam gostando daqui elas vão ficando e a gente faz um mutirão e faz uma casinha e assim foi crescendo”. Foi assim que a FALE se tornou numa vila com mais de 25 casas e sempre.

A rotina vivida na Fraternidade é muito parecida com a vivida em vários lares, todos ajudam na cozinha, na limpeza e na manutenção do local.

A instituição atende em média entre 100 e 200 pessoas, entre mulheres, homens e crianças. São pessoas que procuram a entidade para ter um abrigo enquanto procuram tratamento em Brasília. Todos colaboram e cuidam um dos outros e como numa grande família, está de braços abertos para receber quem precisa e quem quer colaborar. Sempre tem espaço para mais um.

Doações:

A FALE é mantida por meio de doações. Para colaborar, você pode fazer um depósito na conta: Caixa Econômica Federal, agência 2301, conta corrente 030.126-0 operação 03.
Para doar roupas, remédios ou alimentos é só entrar em contato nos telefones: (61) 3331 3556 ou 3346 0706. A Instituição está localizada no Núcleo Rural Vargem da Benção, Chácara 11, quadra 108 do Recanto das Emas.

Add comment Março 28, 2008

Breve histórico desde o último post que não foi

Saudações terráqueos!

 

Tecnicamente este é o primeiro post deste blog. A malandra aqui descobriu a manha. Para não ficar aquela coisa meio vazia de blogs novos exportei meu antigo blog para este. Também tive que aprender Aprendi a lição depois que deletei um blog que adorava. Mas enfim, vamos ao que interessa: O Breve histórico.

Depois e publicar o post sobre o podcasting sobre empresas que procuram profissionais que lidam bem com novos profissionais, alguns amigos vieram conversar comigo, concordaram que o mercado está realmente restrito enfim. Passaram-se 13 dias e bum! Consegui um emprego na área.

Não, não foi um milagre provocado pelo post e sim uma amiga que me falou de uma revista acabei passando na entrevista. Ou seja, deixei a vida de técnica de informática e pulei para o “céu” que é trabalhar com o que amo, jornalismo.

Claro que esta separação não foi fácil, até porque realmente trabalhei muito tempo com informática e consegui estar numa equipe realmente boa de trabalhar (e que morro de saudades deles).

Ainda estranho ter uma rotina de ler, pesquisar, escrever e fotografar. Vez ou outra me pego com uma chave de fenda na mão, ou melhoro o desempenho de máquinas alheias, ou procuro um programa para me ajudar a trabalhar melhor. Uma crise de abstinência que persiste até depois da quarentena.

Cá estou eu, feliz da vida. Já saiu uma edição da revista Evidence, em breve sai a segunda… Mas ainda não consigo largar a mania de tecnologia. Cá estou com blog e pretendo fazer um site para revista aonde trabalho.

E assim termino este brevíssimo histórico. Até mais!

1 comment Março 26, 2008


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