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Sua vida pode ser registrada em uma fração de segundos

Crédito Claudio_Andrade

A arte do fotógrafo que registra momentos felizes

 

O fotógrafo profissional faz parte de nossas vidas. É bem comum colocar porta-retratos ou fotos emolduradas como parte da decoração da sala, hábito que desperta sempre a curiosidade dos visitantes. Geralmente eles querem saber quem são aquelas pessoas, o que fazem, onde estão, em que ocasião aquela fotografia foi tirada… Talvez vocês queiram saber que festa foi aquela, quem esteve lá, etc. Mas por um outro lado raramente lembramos de questionar quem está atrás da câmera fotográfica registrando aqueles momentos importantes da vida, afinal, em ambas situações, o registro feito por alguém que se preocupou em captar aquele momento. Profissional ou não, o fotógrafo faz parte da nossa vida de todos.

Cláudio Andrade, fotógrafo profissional há 15 anos, se especializou em registrar momentos importantes das pessoas “O que marca minha carreira é  ver o resultado de quando fotografo. Vejo isto no elogio do cliente. Eles ficam satisfeitos com a maneira que fiz meu trabalho de fotógrafo. Eu consegui capturar aquele momento”. A emoção do fotógrafo é explicada quando pensamos que quando aquele botão de “tirar a foto” é acionado, naquela fotografia ficará registrado um momento único, que não volta mais, são expressões ou gestos que muitas vezes ficarão em evidência somente naquela foto.

Cláudio Andrade optou por registrar momentos felizes em festas, casamentos e demais eventos. Seu trabalho é reconhecido por conseguir captar detalhes, momentos, fatos importantes que fazem parte daquele acontecimento. Para isto ele aplica técnicas da fotografia publicitária e do fotojornalismo. “O meu olhar na hora de fotografar é um olhar aguçado, no sentido de perceber as atitudes das pessoas. Eu fico preocupado com isto porque sinto vontade de registrar estas emoções que não voltam mais e elas estão registradas naquela fotografia. A pessoa vai ter a oportunidade de ver nesta fotografia e se deliciar de ver uma imagem que muitas vezes numa fração de segundos aconteceu”.

Ele afirma que não pensa em largar esta profissão apesar de às vezes a família sentir sua falta “Às vezes a esposa ou os filhos reclamam tanto pela ausência num final de semana, à noite. Mas eles entendem”. Cláudio lamenta, com saudosismo, a perda de uma oportunidade “Antigamente eu tinha o hábito de aparecer nas fotos e hoje não apareço mais. Embora eu me reconheça nas fotos que faço”.

 

 

 

 

Add comment Maio 26, 2008

O segredo milenar

O Tsuru para os japoneses é uma ave sagrada. Diz a lenda que quando alguém consegue fazer destas aves usando o origami, a arte oriental de dobrar papéis, um desejo é realizado. André Ricardo, 36 anos, com certeza fez muito mais do que 2 mil Tsurus. Para alguns, o início desta história é um início comum, mas André é deficiente visual e se encantou com a arte de conseguir dar novas formas ao papel por meio das dobraduras.

André é morador de Taguatinga, perdeu a visão por conseqüência da diabetes que descobriu ter aos 13 anos: “Eu era diabético e poucas pessoas conhecem que a diabetes tem cura. Eu era diabético e ia ficar totalmente cego inclusive”. Hoje ele tem algo em torno de 10% a 20% de visão periférica, enxerga pouco, só que reconhece vultos.

Sua vontade de aprender origami surgiu quando estava passeando no shopping e visitou uma loja que vendia as dobraduras. A realização do sonho de aprender origami foi realizada há um ano e sete meses atrás, quando estava internado se recuperando da cirurgia que fez de transplante de rim e pâncreas. “Eu sou louco né? Como uma pessoa com 10% de visão ia aprender origami? D. Helena (a pessoa que o ensinou) achou que eu não ia conseguir não. Ela dobrou o primeiro e eu ia passando a mão e um seguindo. Eu já tinha memorizado as dobras. Aí ela viu que eu tinha condições de aprender e cada dia mais ela trazia o origami e cada vez aprendia mais.(…) Hoje me sinto voltando no tempo porque hoje aprendo o que devia ter aprendido antes”.

André conta que consegue fazer peças menores que o caroço de um feijão, o segredo para romper as barreira e ser um exemplo de superação é bem simples: ele apenas memoriza as dobras.

Add comment Março 28, 2008


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